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ANODIZAÇÃO
Processo Galvânico
em que consiste em aumentar de forma controlada
a camada de óxido na superfície
do alumínio, permitindo assim uma
qualidade e durabilidade do alumínio
contra corrosão e intempéries
naturais.
O processo de anodização
obedece aos seguintes requisitos conforme
fluxograma (anexo 1):
- Pré-tratamento:
- Desengraxante;
- Fosqueamento
- Neutralização;
- Anodização;
- Coloração;
- Selagem.
Todas as etapas deverão ser precedidas
de água de lavagem.
1.0 –
Recebimento
Etapa que consiste no descarregamento dos
perfis de alumínio. Sendo assim,
o material é separado conforme a
cor a serem anodizados e feito lote.
Após isso é feito uma desembalagem
dos amarrados de alumínio e que os
resíduos gerados (papel e plástico)
são colocadas em um container para
disposição adequada posterior.
2.0 –
Montagem
As gancheiras são normalmente feitas
de alumínio ligas ABNT 6063 e 6101.
Durante a anodização, juntamente
com as peças, por isso, após
cada operação, devem ser decapadas
em solução de soda cáustica,
antes da montagem de novas peças,
o que acarreta um desgaste das mesmas. As
peças são presas na gancheira
através de fios de alumínio
ou alicate.
3.0
– Desengraxante
Têm a finalidade
de remover gorduras de óleos e graxas
da superfície do alumínio,
preparando as peças para um fosqueamento
uniforme, estes banhos ácidos a base
de H2SO4 e aditivos. A concentração
varia de 60 – 80g/l de H2SO4 a temperatura
é ambiente.
No desengraxante é
utilizado ácido sulfúrico
com o aditivo para complexação
de graxas e óleos. Trabalha a temperatura
ambiente e ajuda na remoção
das impurezas e óxido presente na
superfície do alumínio natural,
o que acarretará um fosqueamento
homogêneo.
4.0 –
Fosqueamento
Tem a finalidade de “fosquear”,
ou nivelar a superfície do alumínio
em uma solução de soda cáustica,
cuja concentração deverá
ser aumentada de acordo com a quantidade
de alumínio dissolvido. A adição
de outros produtos com a finalidade de aumentar
a vida útil do banho, aglomerando
o alumínio dissolvido, tais como:
hexametafosfato, polifosfato, gluconato
e glucoheptanato, todos de sódio.
A temperatura deverá estar entre
50 – 65 ºC. A concentração
de soda deverá variar entre 60 –
100 g/l e a taxa de aluminato de sódio
entre 80 – 120 g/l, sendo que a proporção
de soda deverá ser de 80 % da taxa
de aluminato.
A soda cáustica
é a mais utilizada devida ela ser
altamente reativa com alumínio. Sólido,
branco, com ponto de fusão de 318
ºC, tóxico, corrosivo e bastante
solúvel em água. Suas aplicações
são das mais variadas e que vai da
preparação de compostos até
a purificação.
Sua reação com o alumínio
é a seguinte:
Um aditivo é utilizado para dar
maior sobrevida ao banho de soda cáustica.
É um líquido a base de hexametafosfato
e gluconato de sódio, que tem a função
de aglomerar o alumínio dissolvido
não deixando formar pedras no fundo
do tanque. OBS: Importante o banho nunca
deverá estar abaixo de 40 ºC
pois irá precipitar formando Hidróxido
de Alumínio.
5.0 –
Neutralização
Após o fosqueamento, o alumínio
apresenta resíduos deixados em sua
superfície, provenientes das impurezas
da liga, os mesmos são removidos
em uma solução de ácido
sulfúrico (110 – 130 g/l).
Devem-se utilizar aditivo especial a fim
de se formar sais solúveis que esteja
na superfície do metal e precipitá-lo.
Utilizado o ácido sulfúrico
que é um ácido forte e reage
com os resíduos que tenham ficado
sobre a peça formando sais. É
um líquido incolor, oleoso, denso,
corrosivo e extremamente solúvel
em água.
É utilizado neste banho um aditivo
que tem como base ácido nítrico,
pois este ácido forma sempre sal
solúvel o que não acontece
com o sulfúrico.
6.0 –
Anodização
É o processo anódico mais
utilizado universalmente, constituindo-se
de ácido sulfúrico, cujo custo
é relativamente baixo. Em função
da temperatura e da voltagem, apresenta
uma grande versatilidade quanto à
qualidade da camada anódica formada,
que vai desde a porosa, até aquelas
extremamente duras. A tabela, a seguir indica
as condições de trabalho para
que se possa obter a melhor qualidade de
anodização.
| CONDIÇÕES
DE TRABALHO |
FAIXA
OPERACIONAL |
|
Concentração
de H2SO4 (g/l) |
150
– 220 |
|
Voltagem
(V) |
14
– 20 |
|
Temperatura
(ºC) |
17
– 28 |
|
Densidade
de Corrente (A/dm²) |
1,2
– 2,0 |
|
Alumínio
Dissolvido (g/l) |
25
Max |
|
Camada
pretendida (mícrons) |
11
– 25 |
|
Contra-eletrodo |
Alumínio |
|
A reação do alumínio
com o oxigênio é altamente
exotérmica, conforme a reação:
Deverá, portanto,
ser adaptado ao sistema um grupo frigorífico
que, através de um trocador de calor,
deverá absorver as calorias libertadas,
mantendo uma temperatura pré-fixada,
oscilando ± 1,5 ºC. É
indispensável uma agitação
constante por injeção do ar,
a fim de manter uniforme a temperatura do
banho, junto às peças.
O ácido sulfúrico
é o mais utilizado devido suas características
próprias para o processo e o seu
baixo custo, agente oxidante e que em solução
ele facilita a hidrólise da água
para que com o oxigênio possa se fazer
à oxidação do alumínio
(alumina). Aqui também é utilizado
um aditivo que irá fazer uma espuma
protetora em cima do banho retendo os gases
liberados H2k. A adição também
de aditivo, melhora o banho trazendo grandes
adições de produtividade,
pois se consegue melhor condutibilidade
da energia e aumento da camada anódica.
Anodização
Anodizar uma peça é submetê-la
a um processo eletroquímico que resulta
na
formação de uma camada, controla
e uniforme, de óxido na superfície
do alumínio
Estrutura
da camada
A estrutura básica
da camada é formada por células
hexagonais.
Cada uma delas possui um poro central e
no fundo de cada poro forma-se uma fina
camada-barreira que separa o óxido
em formação do alumínio.
Estágios
de crescimento da camada anódica
7.0 –
Coloração
Após a anodização em
meio sulfúrico poderemos colorir
a película anódica, em um
banho contendo sais metálicos de
sulfato de estanho, o qual é depositado
por corrente alternada para o fundo dos
poros. As cores variam de acordo com a quantidade
de sais metálicos impregnados, partindo
do bronze claro até o preto. Normalmente
se consegue até 5 cores em só
banho, variando somente o tempo de exposição
no eletrólito. Segue abaixo tabela
de parâmetros:
| CONDIÇÕES
DE TRABALHO |
FAIXA
OPERACIONAL |
|
Concentração
de H2SO4 (g/l) |
16
– 20 |
|
Concentração
de SnSO4 (g/l) |
15
– 18 |
|
Concentração
de Aditivo (g/l) |
25
– 30 |
|
Voltagem
(V) |
16
– 20 |
|
Temperatura
(ºC) |
20
– 22 |
|
Densidade
de Corrente (A/dm²) |
1,2
– 2,0 |
|
Contra-eletrodo |
Inox
316 L |
|
O produto utilizado é
uma solução de sulfato de
estanho com concentração,
de coloração branca acinzentada,
pré-estabilizadas com produtos. Usados
para colorir os poros do alumínio
através da absorção
do metal SN++ nas peças. O sulfúrico
aqui utilizado é para garantir boa
condutibilidade de eletricidade no banho.
Novamente se adiciona um aditivo que
tem como finalidade amenizar o ataque do
sulfúrico às peças
ali colocadas para colorir e também
em relação aos eletrodos,
além de auxiliar o estanho a ser
depositado no banho.
Com o tempo haverá o surgimento de
Sn+4 e que deverá ser limpo para
não prejudicar o banho. Utiliza-se
então um produto, que adicionado
ao tanque e com repouso de 24 horas, precipita-se
toda a sujeira do banho.
8.0 –
Selagem
Após a anodização,
colorida ou não, devemos hidratar
a película anódica, provocando
o fechamento dos poros. O óxido de
alumínio (alumina) que anteriormente
era anidro e poroso, ao receber uma molécula
de água, aumenta seu volume específico,
e os poros existentes entre os óxidos
se fecham, tornando a película impermeável,
aumentando assim, sua resistência
contra corrosão atmosférica.
Para facilitar a hidratação
da alumina, costuma-se adicionar produtos
que venham acelerar esta reação
e, com isso teremos tolerâncias bem
superiores aos agentes inibidores.
O aditivo mais usado é o acetato
de níquel, cujo pH ao ser acertado
com ácido acético, forma uma
solução tampão. O flúor
que também é adicionado é
utilizado para acelerar o início
da hidratação.
Solução de níquel e
flúor que tem como características
a hidratação dos poros. O
flúor é adicionado sob a forma
de um líquido, vermelho, solúvel
em água. Já o níquel
e na forma de acetato de níquel que
é líquido, solúvel
em água, de coloração
esverdeada.
O pH deverá estar entre 5,5 e 7,0,
sendo para correção do pH
a adição de Ácido Acético
(para aumentar o pH) e adição
de Amônia (para abaixar). Após
algum tempo de utilização
do banho irá sujar-se, sendo então
necessário elevar o pH até
7,50, aguardar 24 horas para precipitar-se
toda a sujeira e limpeza do tanque.
9.0 –
Lavagens
Tanques onde se tem a circulação
de água para lavagem e retirada do
excesso de impurezas vindo de outros tanques.
Todos os tanques devem ter sistema de cascata,
que consiste em comunicação
entre eles, fazendo com que se reduza o
volume o volume de água a ser tratado.
10.0 –
Controle de Qualidade
O controle de qualidade deve ser definido
por normatização NBR onde
deve se estabelecer a qualidade pela:
| 1.
Camada |
CLASSE |
CAMADA |
APLICAÇÃO |
FREQUENCIA
DE LIMPEZA |
A13 |
11
– 15 |
Urbana |
12
meses |
A17 |
16
– 20 |
Comercial |
6
meses |
A23 |
21
– 25 |
Industrial |
3
meses |
|
| 2.
Controles |
Código |
Título |
Publicação |
Situação
Atual |
|
NBR12609 |
Alumínio
e suas ligas - Tratamento de
superfície - Anodização
para fins arquitetônicos
- Requisitos |
09/10/2006 |
Em
vigor |
|
NBR12613 |
Alumínio
e suas ligas - Tratamento de
superfície - Determinação
da selagem de camadas anódicas
- Método de absorção
de corantes |
09/10/2006 |
Em
vigor |
|
NBR14128 |
Tratamento
de superfície do alumínio
e suas ligas - Determinação
da resistência à
abrasão da camada anódica
da anodização
para fins técnicos (dura)
- Método de Taber |
28/02/2005 |
Em
vigor |
|
NBR14155 |
Tratamento
de superfície do alumínio
e suas ligas - Determinação
da microdureza da camada anódica
da anodização
para fins técnicos (dura) |
28/02/2005 |
Em
vigor |
|
NBR14231 |
Tratamento
de superfície do alumínio
e suas ligas - Anodização
para fins técnicos -
Anodização para
fins técnicos - Anodização
dura |
28/02/2005 |
Em
vigor |
|
NBR14232 |
Tratamento
de superfície do alumínio
e suas ligas - Anodização
para bens de consumo |
28/02/2005 |
Em
vigor |
|
NBR9243 |
Alumínio
e suas ligas - Tratamento de
superfície - Determinação
da selagem de camadas anódicas
- Método da perda de
massa |
09/10/2006 |
Em
vigor |
|
11.0
Fluxograma dos estágios básicos
O processo de anodização
para fins arquitetônicos atende às
seguintes
etapas básicas:
|